Os ecos do destino
- Luísa Beja
- Mar 21
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No campo da ilusão, o farol apagado,
O líder da causa sem causa, caminha perdido,
E a sua voz ecoa, mas não é de facto a verdade,
Mas uma sombra de promessas, num futuro esquecido.
O peso das palavras cai como rendas dobradas,
Em casas de sonhos que o vento levou,
Onde a grandeza não é mais que fachadas,
E o reflexo do ouro é apenas o que restou.
Entre discursos, o eco ressoa, mais lento,
Na cidade onde a esperança é moeda perdida,
Tomam as promessas, com um riso impetuoso,
Mas só quem pode pagar é quem tem a vida garantida.
O tempo encolhe como um fio de veludo,
Cortado, repensado, sem mais noções claras,
As esperanças dos outros ficam no fundo do escuro,
E o peso do relógio, este é o valor das caras.
Quem tem o poder diz o que não sente,
Desenrolando um futuro onde o "nós" é um só,
Entre a rendição e a luta, quem mente,
Torna-se aquele que ao fim do dia ficou só
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